sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

PAULO TEIXEIRA PINTO

Hoje, hoje é o tempo.
Hoje é o ano.
Hoje é a noite do dia.
Hoje é a noite do dia em que resgatámos da terra e agora atiramos ao vento as palavras d' El Rei D. Carlos sopradas ao mar: "Ir para diante"!
Sim, Senhor, cumpriremos o nosso dever cumprindo o vosso comando: - e iremos para diante!
Olhai Majestade o Vosso e nosso estandarte que de novo flutua no ar, assinalando com as suas cores sem mancha de sangue o advento do tempo novo!
Olhai Majestade, e convosco todos os Reis vossos antepassados e nossos antigos soberanos, e convosco todos os vossos descendentes e nossos futuros Reis, olhai todos Senhores, o Vosso povo aqui presente!
Olhai Senhores o Vosso povo de novo desperto, proclamando o tempo que vem.
Olhai de perto Senhores para os Vossos jovens - para estes jovens que desafiam o passado porque se sabem senhores do futuro.
Hoje começa o futuro.
Hoje, hoje é o tempo.
O tempo em que, outra vez, começamos a restaurar o ideal real feito real ideal.
Hoje é o ano.
Hoje é a noite do dia - do dia que se apresentou em madrugada de nevoeiro e agora se revela como noite iluminada de vésperas.
Hoje, hoje é a hora da hora!
É a hora!
Vamos para diante!
É a hora!
A Vossa hora - a nossa hora!
A hora de um princípio sem fim.
É a hora!
Vamos para diante!
E que viva o Rei!
E que viva Portugal!

(Discurso de Paulo Teixeira Pinto no 5 de Outubro de 2009 na festa Azul e Branca)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O REI DA CPLP

No excelente blog que é o Bic Laranja, corre uma enorme polémica acerca do pedido da nacionalidade timorense, atempadamente enviado pelo Senhor D. Duarte às autoridades de Dili. Passando sobre umas tantas habituais e inócuas grosserias, a maioria dos comentadores – mais de 80! -, manifesta uma certa estupefacção pelo pedido real, dada a total incompreensão daquilo que é o direito sucessório à Coroa e a manifestação de um visionário projecto de uma portugalidade renovada.  
Jamais qualquer londrino ou edimburguês questionou o facto de Isabel II ter a nacionalidade britânica e simultaneamente, ser canadiana, australiana, jamaicana, ou neo-zelandesa. O conceito da Commonwealth que tão bem tem servido uma imensa comunidade de povos e de interesses, normalizou este aspecto marginal da “nacionalidade”. Antes de tudo, Isabel II é a soberana em título, como tal reconhecida representante da dita comunidade de valores e dos interesses que até hoje ditam a ainda forte presença britânica no mundo. Mais, Isabel II é o chefe da Commonwealth, onde pacificamente coexistem monarquias – entre as quais as acima citadas e outras que como Tonga, o Lesoto e a Suazilândia, têm soberanos próprios – e repúblicas como a África do Sul, a Índia, o Ceilão ou a Tanzânia.

Arrepelam-se os cabelos, atira-se cinza do tabaco para a chávena de café e roem-se unhas em estupor pela “perda do Rei”. Mas que perda? Onde está ela, que ninguém no seu perfeito juízo a vislumbra?

D. Duarte vê um Portugal maior e mais extenso que jamais, composto por uma miríade de povos livres e soberanos, mas voluntariamente unidos num interesse comum ditado não apenas pelo passado, mas pela necessidade do gizar de um futuro que hoje, nesta fase de acelerado desaparecimento de um mundo que durante tanto tempo conhecemos, urge erguer e garantir. O espaço atlântico, alargado ao Índico e às longínquas paragens do Pacífico ocidental, são a meta tentadora que é imperioso atingir. Incluir na CPLP a Guiné Equatorial, o Senegal, a Indonésia e quem pretenda revigorar ancestrais laços com a velha e quase desaparecida potência do alvorecer da globalização, consiste em primeiro lugar, numa enorme honra e distinção para os portugueses. Torna-se ainda mais importante, por dar total consistência ao nosso secular projecto nacional, por si só capaz de atrair a simpatia e o sentido de pertença de gentes de características tão díspares e separadas por oceanos e continentes.

Existe um discreto sentimento de temor pela incerteza destes dias e a procura da segurança, induz à acção.
Estando Portugal incluído em alianças colectivas de inegável poder no mundo, tal servirá para a aproximação de muitos países com difíceis problemas de afirmação e de progresso.
Foi isso que o Duque de Bragança entendeu, ao viajar ininterruptamente por paragens onde Portugal deixou marca indelével. Preocupada com a sua irreversível decadência que ameaça a própria existência do Estado, a república deveria estar-lhe sumamente agradecida e entusiasticamente aderir ao projecto.

Melhor contributo, não seria possível deixar à posteridade.
Estamos possivelmente no começo de um novo tempo e o caminho parece tão evidente quão infalível.

* Há precisamente 35 anos e aproveitando a loucura que grassava em Lisboa, o regime de Suharto invadiu Timor-Leste.
Quem não se recordará daquilo que D. Duarte representou para a Libertação daquele povo, hoje dono do seu território?



Fonte Nuno Castelo Branco, Blogue Estado Sentido

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PERGUNTAS AOS REPUBLICANOS DE 100 ANOS:

Portugal deixou de ter o território
construído pela MONARQUIA?
 
A terra e o mar herdados não são suficientes para produzir e alimentar o seu POVO?  
Vergonhoso!... viverem no luxo e
fazer muitos portugueses passarem fome. Temos necessidade de continuar
...na "caridadezinha"? Isto é progresso e ética republicana? Traidores!
Saiam da União Europeia, abandonem o Euro. Há mais "mundo" para além
desta europa. A dita crise fomentada pelos americanos serve para
consolidar a União Europeia pela miséria, fazendo depender os paises mais
pobres e desgovernados a serem escravos dos países ricos... UMA NOVA
FORMULA NAZI!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

VOCÊS SÃO DOIDOS OU RICOS?

Com muita ironia certamente, mas não deixa de ser um retrato real do nosso País e dos politicos que, desde há muitos anos, o (des)governam. Leiam, que até é divertido, embora seja dramática a situação para onde nos está a conduzir a incompetência dos nossos políticos.
 A verdade nua e crua.... 

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

5 OUTUBRO 2010: Comemorações do Dia da Independência Nacional em 1143

A independência de Portugal é reconhecida pelo rei de Castela, no Tratado de Zamora. D. Afonso Henriques dirigiu-se ao papa Inocêncio II, declarou Portugal tributário da Santa Sé, com o censo anual de 4 onças de ouro, e reclamou para a nova monarquia, em troca, a protecção pontifícia. D. Afonso Henriques consagra Portugal à Santa Maria (Nossa Senhora).

UMA MENTIRA REPUBLICANA em Teatro!

REPUBLICA...assim não!

[transcrevemos o conteúdo da carta, que foi enviada ontem ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, pelo advogado Alexandre Lafayette, questionando "o conteudo publicitado" na agenda cultural de Outubro da Câmara de Lisboa, alusivo ao evento: a "Noite das Facas Longas - O Mistério da Camioneta Fantasma".

Exmo. Senhor
DR. ANTÓNIO COSTA
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Praça do Município
1149-014 LISBOA


Assunto: Agenda Cultural de Outubro de 2010 da C.M.L. (pag. 52).
A “NOITE DAS FACAS LONGAS” – O MISTÉRIO DA CAMIONETA FANTASMA

Exmo. Senhor Presidente,

Na agenda em título, a pag. 52, anuncia-se a “peça teatral” da autoria de Hélder Costa, com o título e sub-título supra-indicado.
No texto publicitário refere-se que na tenebrosa noite (o adjectivo é meu) de 19 de Outubro de 1921, a camioneta fantasma, que transportou os homicidas de vários vultos da 1ª República, tinha por base um plano “levado a cabo por forças monárquicas” que pretendia “decapitar a liderança republicana para restaurar a Monarquia”.
Confesso que hoje já não há nada que me consiga”espantar”.
Como consta da História, aquela que foi escrita por gente séria e insuspeita, a carnificina foi obra de republicanos, adversários de outros republicanos (estes mais puros e honestos que os seus algozes), não tendo tido os monárquicos qualquer intervenção no evento (tão pouco foram meros instigadores).
Considero, enquanto cidadão e munícipe de Lisboa (eterno contribuinte pagante de vários dislates), um insulto à inteligência dos Portugueses de bem, o apadrinhamento pela CML, da mentira propalada na Agenda.
Pretendia, por isso, saber o seguinte:
1º Se a CML financiou, de alguma forma, a peça teatral.

2 º - Se o fez, qual o encargo suportado pelos contribuintes.

3º - Quem foram os autores dos pareceres que fundamentaram a concessão do eventual subsídio e quem foi o autor do despacho que o concedeu.
Em função da resposta que, decerto, V. Excia, Senhor Presidente, irá determinar que seja dada, ponderarei a eventual apresentação de denúncia criminal junto do DIAP de Lisboa com fundamento em gestão danosa de dinheiros públicos.

Com os melhores cumprimentos,Alexandre Lafayette & Associados
Sociedade de Advogados











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Imagem: Fotos de Luís Rocha
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Centenário da República 1910-2010
O Mistério da Camioneta Fantasma

Hélder Costa, autoria e encenação; Rita Fernandes, Célia Alturas, Vânia Naia, Luís Thomar, Adérito Lopes, João d’Ávila, Pedro Borges, Ruben Garcia, Sérgio Moras e Sérgio Moura Afonso, interpretação.

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Peça da autoria de Hélder Costa em torno de um episódio negro dos primeiros anos da República. Na noite de 19 de Outubro de 1921 uma camioneta circulou pela cidade raptando e assassinando algumas das figuras proeminentes da revolução republicana entre os quais António Granjo, Machado Santos (o herói da Rotunda), Carlos da Maia e o Almirante Botelho de Vasconcelos. O plano, levado a cabo por forças monárquicas, seria decapitar a liderança republicana para restaurar a Monarquia.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Viva Portugal, Viva o REI

Alocução de S.A.R O Duque de Bragança a 5 de Outubro 2010 em Guimarães

Portugueses:
5 de Outubro de 1143 é uma data fundadora para Portugal. Durante quase 800 anos a vontade e a determinação do povo, firmemente ancoradas na vontade e determinação dos seus Reis, conduziram os destinos desta comunidade de sonhos, a que chamamos pátria.
Mas 5 de Outubro, agora de 1910, é também a data em que a invasão mental estrangeira ocupou Portugal.
Hoje, como sempre, falarei para todos, sem acepção ou excepção alguma.Mas hoje, como nunca, serei a voz de todos pela boca de alguns.Nenhuma das palavras que Vos irei ler me pertence, porque todas já eram pertença de todos depois de escritas por alguns de Vós. Irei ler-Vos excertos de alguns dos nossos maiores escritores. Evocando Portugal, ou retratando a república. As suas assinaturas declaram os nomes de Camões, Ramalho Ortigão,  Fialho de Almeida,  Eça de Queiroz, Almada Negreiros, Fernando Pessoa e Pe. António Vieira. Por isso em nome de todos a estes as agradeço.
Portentosas foram antigamente aquelas façanhas, ó Portugueses, com que descobristes novos mares e novas terras, e destes a conhecer o Mundo ao mesmo Mundo. Naqueles ditosos tempos (mas menos ditosos que os futuros) nenhuma cousa se lia no Mundo senão as navegações e conquistas de Portugueses. Esta história era o silêncio de todas as histórias. Os inimigos liam nela suas ruínas, os émulos suas invejas e só Portugal suas glórias. Mas se a história das cousas passadas (a que os sábios chamaram mestra da vida) tem esta e tantas outras utilidades necessárias ao governo e bem comum do género humano e ao particular de todos os homens, e se como tal empregaram nela sua indústria tantos sujeitos em ciência, engenho e juízo eminentes, como foram os que em todos os tempos imortalizaram a memória deles com seus escritos; porque não será igualmente útil e proveitosa, e ainda com vantagem, esta nossa História do Futuro, quanto é mais poderosa e eficaz para mover os ânimos dos homens a esperança das cousas próprias, que a memória das alheias? (Padre António Vieira)
O Partido Republicano em Portugal nunca apresentou um programa, nem verdadeiramente tem um programa. Mais ainda, nem o pode ter: porque todas as reformas que, como partido republicano, lhe cumpriria reclamar, já foram realizadas pelo liberalismo monárquico. (Eça de Queiroz)
A república francesa que implantaram em Portugal, sem nenhuns pontos de contacto com quanto em nós seja português. Nenhuma reacção do espírito progressivo a instaurou; foi um fenómeno da nossa decadência, da nossa desnacionalização. (Fernando Pessoa)
No dia 5 de Outubro, em Portugal, não havia despotismo, não havia opressão e não havia fome. Os princípios proclamados à custa de tanto sangue pela Revolução Francesa, há mais de um século, ninguém precisava de os tornar a proclamar na Avenida agora, precisamente no período histórico em que quase todos esses princípios se acham refutados pela crítica experimental e científica do nosso tempo. Os famosos princípios da Revolução Francesa, leit-motiv de toda a cantata revolucionária de [5 de] Outubro último, são, precisamente, os que vigoram em toda a política portuguesa, desde o advento da revolução liberal de 1834 até nossos dias. (Ramalho Ortigão)
Os novos revolucionários de 1910, com excepção honrosa dos que não sabem ler, não tiveram por decuriões senão os seus predecessores revolucionários liberais de 34. E daí para trás — o que quer dizer daí para cima — nunca abriram um livro. Tal a razão porque os raros homens de letras, que a nossa República conseguiu mobilizar, dia a dia se desagregam da hoste refugiando-se no anacoretismo filosófico, enojados da crassa ignorância dos sarrafaçais a que o regime os emparelhou. (Ramalho Ortigão)
É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa. (Fernando Pessoa)
Bandidos da pior espécie (muitas vezes, pessoalmente, bons rapazes e bons amigos – porque estas contradições, que aliás o não são, existem na vida), gatunos com seu quanto de ideal verdadeiro, anarquistas-natos com grandes patriotismos íntimos – de tudo isto vimos na açorda falsa que se seguiu à implantação do regímen a que, por contraste com a monarquia que o precedera, se decidiu chamar República. (Fernando Pessoa)
Este regímen é uma conspurcação espiritual. Os republicanos passaram a legislar em ditadura, fazendo em ditadura as suas leis mais importantes, e nunca as submetendo a cortes constituintes, ou a qualquer espécie de cortes. (Fernando Pessoa)
Desde a proclamação da República que em Lisboa se não faz outra coisa se não pedir. (Fialho de Almeida)
É certo que nunca as classes dirigentes se divertiram tanto em excursões de recreio, nem se banquetearam tão repetidamente, como hoje em dia. Na casa, porém, de cada cidadão, nem o imposto diminuiu nem o passadio embarateceu.Enquanto à prometida barateza a que seriam reduzidos os víveres, ao proporcional aumento a que seriam elevados os salários, ao desenvolvimento que teria o ensino e à perfeição que atingiria a disciplina da sociedade, uma vez sacudido da cerviz do povo o inconfortável jugo ominoso do regime extinto, observa-se que nunca se comeu mais caro, nunca foi mais numerosa a legião dos operários sem trabalho, nunca […] tantas  propriedades foram impunemente assaltadas e destruídas como agora as redacções e as tipografias de cinco jornais. A República Portuguesa continua dando ao mundo o mais espantoso e inacreditável espectáculo: – existe! (Ramalho Ortigão)
O predomínio incondicional exercido pelas sociedades secretas em quase todos os actos do governo, como por exemplo na escolha das cores da bandeira, deposição de funcionários antigos e com direitos adquiridos, e imposição d’outros sem mais competência do que as suas cumplicidades carbonárias;  Corre que outras medidas de violência serão tomadas no sentido de desarmarem pelo terror as inumeráveis massas de cidadãos que não aderiram à República. (Fialho de Almeida)
Um país não pode ficar assim toda a vida, num pátio de comédia.Quebrámos estouvadamente o fio da nossa missão histórica. Desmoralizámo-nos, enxovalhámo-nos, desaportuguesámo-nos. (Ramalho Ortigão)
Quem considerar o Reino de Portugal no tempo passado, no presente e no futuro, no passado o verá vencido, no presente ressuscitado e no futuro glorioso; e em todas estas três diferenças de tempos e estilos lhe revelou e mandou primeiro interpretar os favores e as mercês tão notáveis com que o determinava enobrecer: na primeira, fazendo-o, na segunda restituindo-o, na terceira, sublimando-o. Mas se a história das cousas passadas (a que os sábios chamaram mestra da vida) tem esta e tantas outras utilidades necessárias ao governo e bem comum do género humano e ao particular de todos os homens, e se como tal empregaram nela sua indústria tantos sujeitos em ciência, engenho e juízo eminentes, como foram os que em todos os tempos imortalizaram a memória deles com seus escritos; porque não será igualmente útil e proveitosa, e ainda com vantagem, esta nossa História do Futuro, quanto é mais poderosa e eficaz para mover os ânimos dos homens a esperança das cousas próprias, que a memória das alheias?    Têm na memória que também antigamente pagavam, e que então era tributo do cativeiro o que hoje é preço da liberdade; sobretudo vêem a seu rei da sua Nação e da sua Língua, e que o têm consigo e junto a si para o requerimento da justiça, para o prémio do serviço, para o remédio da opressão, para o alívio da queixa; rei que os vê e se deixa ver; que os ouve e lhes responde; que os entende e o entendem; que os conhece e lhes sabe o nome. (Padre António Vieira)
Dispensem todas as teorias passadistas! Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos! Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Viva Portugal!

CENTENAS DE PESSOAS EM GUIMARÃES "A CUSTO ZERO" para o estado, estiveram a manifestar lealdade à FAMILIA REAL PORTUGUESA e a EXIGIR UM CHEFE DE ESTADO PARA O POVO, LIVRE E INDEPENDÊNTE DOS PARTIDOS E OUTRAS OLIGARQUIAS!
Veja video
http://www.youtube.com/watch?v=k9AszAEPxLQ&feature=player_embedded


EM CONTRAPARTIDA o REGIME REPUBLICANO QUE JÁ LEVOU PORTUGAL POR DUAS VEZES À FALÊNCIA
GASTA MILHARES DE EUROS a comemorar uma revolução
sanguinária, onde mataram muitos portugueses
5 de Outubro, de 1910, foi a data em que a invasão mental estrangeira ocupou Portugal (ideais maçónicos franceses).

CERIMÓNIAS DA REPUBLICA PAGAS PELOS CONTRIBUINTES se retirarmos dos presentes GENTE DA PRESIDENCIA, GENTE DO GOVERNO, GENTE DA ASSEMBLEIA, DEPUTADOS, CONVIDADEOS PARA ALMOÇAR, GENTE DOS PRESIDENTES REFORMADOS, CENTENAS DE FIGURANTES DO TEATRO, MILITARES EM PARADA (obrigados), POLICIA DE SERVIÇO, BANDA DE MUSICA, BOMBEIROS, CRIANCINHAS DE ESCOLA, GENTE DE PARTIDOS etc...
POVO... POVO, muito pouco!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

5 de Outubro DIA DA INDEPÊNDENCIA DE PORTUGAL!



"Ao contrário do que muitos pensam, a 5 de Outubro de 1143 foi assinada a independência de Portugal pelo rei Afonso VII de Leão e Castela"

ACTUALMENTE EM PORTUGAL O POVO PRECISA DE IDEAIS PORTUGUESES:
com VERDADE na IGUALDADE, FRATERNIDADE e LIBERDADE
As modernas e actuais MONARQUIAS da Europa são um exemplo a seguir. Em Portugal o REI, CHEFE DE ESTADO que defendemos, deve ser um "arbitro discreto" da vida social e política sempre lado do POVO e fora dos interesses partidários e outras oligarquias pois o sistema monárquico é uma instituição de LIBERDADE REAL.
Os presidentes da república têm a necessidade de andar sempre com a “comunicação social” atrás para afirmação ideologia do regime e na maior parte das vezes a gerar conflitos.
A maior parte das repúblicas, em particular a "portuguesa", são estados onde a "liberdade" "fraternidade" "igualdade" são limitadas, controladas e coordenadas pelas organizações maçónicas e outras oligarquias.
Portugal foi construído pela monarquia durante 900 anos e se tivesse acompanhado a natural evolução europeia e mundial seria hoje um PAÍS ALTAMENTE DESENVOLVIDO como a Suécia, Holanda etc...
Mas o crime e a instalação dum regime dos "ideais franceses republicanos" maçónicos e carbonários partidocrático, conduziu na época Portugal à BANCA ROTA.
Em 1910 a implantação da república não resolveu o problema antes agravou, tornaram PORTUGAL propositadamente num país CULTURALMENTE atrasado.
Na 2ª república de DITADURA FASCISTA teve em Salazar o melhor governante republicano de sempre.
A 3ª república controlada pela Internacional Socialista, acabou com as nossas relações e interesses nos Países Lusófonos, obrigando Portugal a integrar na FEDERAÇÃO EUROPEIA com perda de soberania e independência nacional.
A CORRUPÇÃO E INCOMPETÊNCIA DOS SUCESSIVOS GOVERNOS “DITOS DEMOCRÁTICOS” MAIS PRESIDÊNCIAS DA REPUBLICA DESASTROSAS, LEVARAM MAIS UMA VEZ A NAÇÃO À FALÊNCIA.

5 de Outubro DIA DA INDEPÊNDENCIA DE PORTUGAL!
Amanhã TODOS A GUIMARÃES.
Viva o REI,
Viva PORTUGAL!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

PARTIDOS OBRIGAM...

TRISTES MEMÓRIAS... no centenário da republica
Nos últimos anos da Monarquia os votantes eram o dobro dos que podiam votar na 1ª república
A república é tendencialmente uma ditadura… que a maçonaria tenta mostrar “vestida” de democracia!
Mulheres só voltaram a VOTAR com... Salazar chefe da 2ª republica.


Quando morreu o presidente do futebol tiveram de deixar a mulher votar
Por António Simões
Januário Barreto morreu cedo mas como uma das grandes figuras do futebol. Beatriz Ângelo, a viúva, primeira médica a operar em Portugal, aproveitou buraco no diploma para votar nas Constituintes de 1911. Para isso teve de ir a tribunal – e depois do juiz decidir os republicanos blindaram a lei. Mulheres no desporto eram raras – apesar de campeão de esgrima fotografar algumas nuas... Em 1893, Januário Barreto e Bruno do Carmo eram da Casa Pia – e para lá levaram a ideia do jogo que viram a vários grupos por Belém. Falaram dela a Francisco Simões Margiochi, o provedor, e também ele se entusiasmou. Mandou vir de Londres, paga do seu bolso, uma bola a sério que entregou no Páteo das Malvas a Barreto – que nascera na Aldeia do Souto, Covilhã, e, órfão de pai, chegara à Casa Pia aos nove anos, em 1886. Com António do Couto, Pedro Guedes, Francisco dos Santos fez parte da equipa da Casa Pia que em em 1897 quebrou, histórica, a invencibilidade dos ingleses do Carcavelos. Não entrou na fundação do Sport Lisboa mas depressa aderiu ao projecto. Aliás, quando a Farmácia Franco passou a ser acanhada para tal, as reuniões do clube eram no seu consultório médico da Rua Nova de Almada. Por isso, foi sem surpresa que se tornou o primeiro presidente eleito do SL – e de lá saltou para a presidência da Liga Portuguesa de Futebol e da Sociedade Portuguesa de Promoção Física. Antes redigira as primeiras leis de arbitragem que se aplicaram aos Campeonatos de Lisboa – e como árbitro tornara-se referência «pela sua imparcialidade e pelo seu papel sempre conciliador».
Primeira médica a operar...
Carolina Beatriz Ângelo nasceu na Guarda, tal como Januário Barreto em 1877. Eram primos – e casaram-se em 1902. Foi no ano em que ambos concluíram o curso de medicina – e sob a direcção do professor Sabino Maria Teixeira Coelho, Carolina logo se tornou «a primeira mulher a operar no Hospital de S. José». Com Miguel Bombarda trabalhou no Hospital de Rilhafoles – e também foi a primeira especialista nacional em ginecologia. A militância política abriu-se algures por 1906 – quando ela e outras três médicas que Portugal tinha: Adelaide Cabete, Domitila de Carvalho, Emília Patacho e Maria do Carmo Lopes aderiram ao Comité Português da La Paix et le Désarmement par les Femmes. No ano seguinte foi iniciada na Maçonaria, na Loja Humanidade, com o nome simbólico de Lígia. Não mais baixou a guarda na defesa dos direitos da mulher, na defesa do Registo Civil, na luta contra a monarquia – através da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Foi um dos símbolos da campanha a favor da discussão e aprovação da Lei do Divórcio pelo Parlamento em 1909 e colaborou com Adelaide Cabete na confecção da bandeira republicana desfraldada durante a revolução de 5 de Outubro. Esse foi sonho que Januário Barreto não viu transformar-se em realidade. Morreu ainda durante a monarquia – a 23 de Junho de 1910.
Absurdo, disse o juiz
Em Fevereiro de 1911 Carolina Ângelo liderou a delegação que entregou a Teófilo Braga, presidente do Governo Provisório, manifesto reivindicando o direito ao voto para mulheres pelo menos economicamente independentes. A petição foi atirada para o fundo de uma gaveta do ministério.
Aprovou-se, entretanto, a primeira Lei Eleitoral da República Portuguesa. Rezava que direito de voto tinham os «cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família». Como não especificava que os «cidadãos portugueses» teriam de ser obrigatoriamente homens, Carolina lançou pelo furo que descobriu na redacção a sua pretensão. Como sabia ler e escrever e era chefe de família «vivendo nessa qualidade com uma filha menor, a cujo sustento e educação provê com o seu trabalho profissional» requereu que o seu nome fosse incluído no recenseamento eleitoral em curso. Indeferiram-no – e ela recorreu para tribunal. A 28 de Abril de 1911, o juiz João Baptista de Castro, pai de Ana de Castro Osório, proferiu a sentença. Histórica: «Excluir a mulher (…) só por ser mulher (…) é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e justiça proclamadas pelo partido republicano. (…) Onde a lei não distingue, não pode o julgador distinguir (…) logo mando que a reclamante seja incluída no recenseamento eleitoral».
Recenseada com o n.º 2513, votou nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, a 28 de Maio de 1911. Não era só a primeira mulher a fazê-lo em Portugal, era a primeira mulher a fazê-lo em qualquer outro país do sul da Europa. Foi na Assembleia Eleitoral de Arroios, instalada no Clube Estefânia – e nem sequer guardou segredo o seu voto foi para Afonso Costa, Bernardino Machado e Magalhães Lima, candidatos do Partido Republicano Português pelo Círculo Oriental de Lisboa. Os nus do campeão de esgrima
Beatriz Ângelo votou – e em 1911 também Carolina Michaelis de Vasconcelos, nascida em Berlim, mas portuguesa por casamento com um musicólogo, tornou-se a primeira mulher a dar aulas na Universidade de Coimbra. Bem mais agitadoras e ousadas, contudo, foram as que aceitaram servir de modelos ao fotógrafo Jorge Almeida Lima para «trabalho de arte» sobre «estética e erotismo». Almeida Lima nascera no Brasil, dividiu a sua vida entre São Domingos de Benfica, Caldas da Rainha e uma quinta no Seixal – era poderoso proprietário agrícola, horticultor famoso, premiado criador de rosas e campeão de... esgrima e de caça. E talvez não houvesse melhor exemplo do que ele para marcar esse período da fotografia que era entendida como um... «bello ramo de sport». Nesse «sport photographico», para além do escândalo que causou ao fotografar mulheres de peitos descobertos, enroladas em plumas, outras integralmente nuas enrodilhadas em plemas – também ele se despiu para a sua própia câmara. Não, não foi só isso que lhe deu fama e «reclame» na fotografia – foram também os retratos de mendigos, velhos e ciganos e as reportagens mundanas das Caldas da Rainha no Inverno e nas Termas, das feiras de gado, do glamour dos palácios...
Do desejo de mulheres nos quartéis...
Desencantada pelo facto de a Liga Republicana das Mulheres com Maria Veleda à cabeça não considerar como reivindicação prioritária o voto feminino – Carolina Beatriz Ângelo demitiu-se da sua vice-presidência e com Ana de Castro Osório fundou em Maio de 1911 a Associação de Propaganda Feminista, a primeira organização assumidamente sufragista em Portugal. Não era só, contudo, a urna a sua batalha, a APF propôs igualmente o alargamento do serviço militar obrigatório às mulheres, defendendo que lhes fossem atribuídas a administração militar e os serviços de ambulância, de enfermagem e de cozinha nos quartéis; criou uma escola de enfermeiras; alertou para a injustiça das leis da família e do divórcio; exigiu salários iguais sempre que iguais fossem os trabalhos. Entretanto, Ana de Castro Osório foi para o Brasil – e na primeira carta que Carolina lhe enviou, revelou: «Fui assistir à abertura das Constituintes e digo-lhe que nunca em minha vida senti tamanha comoção. Sim, o que eu senti, o que todos sentimos só se experimenta uma vez na vida. Chorei, chorei e quando, envergonhada, limpava furtivamente as lágrimas reparei que a toda a gente, homens e mulheres, sucedia o mesmo. Todos choravam e se abraçavam enternecidamente. Por bastante tempo parecia que todos estavam delirantes, braços que se agitavam, vivas, palmas, lenços a acenarem, punhados de flores lançadas sobre os deputados, enfim, uma loucura. E o nosso Afonso Costa lá foi também, muito fraco e ainda doente mas não faltou!» Numa outra lamentou que a propósito da eleição do Presidente da República andassem os republicanos «todos à bulha, fazendo lembrar os monárquicos», aventou: «A não ser o nosso Afonso Costa o resto não vale dois caracóis». Nessa, de Julho de 1911, também largou, premonitório, o desabafo: «Tenho trabalhado muito, dias inteiros a discutir, a pensar, de maneira que tenho o cérebro em ebulição constante a que depois se seguem períodos de cansaço e fadiga como nunca tive. Se assim continuar só me restará a consolação de ter vivido muito em pouco tempo».
Pobres raparigas tuberculosas...
Seis meses depois, antes ainda de fazer 34 anos, Carolina Ângelo estava morta. De uma síncope cardíaca, a 3 de Outubro. Dias antes escrevera a última carta a Ana de Castro Osório, pelo meio, agitava-se, a mágoa de uma luta em vão: «Não imagina como me tenho sentido infeliz por não poder fazer nada em favor de duas pobres raparigas tuberculosas que tiveram a triste ideia de me consultar, ainda não se ter construído o sanatório para mulheres que tanto queremos. Creio que isso contribui muito para a minha doença. Uma delas é tão inteligente, tão feminista, tem umas ideias tão parecidas com as minhas que me deixa sempre com vontade de morrer, de deixar esta vida de amarguras e desenganos em que só os bons sofrem porque os maus não têm alma para sentir os infortúnios alheios». Em cima da secretária tinha um papel – a pedir enterro não religioso e sobre o corpo «flores verdes, muitas flores verdes» e a proibir que à filha de oito anos pusessem luto...
15 centímetros de peito em apenas 30 dias
No frenesim desses primeiros tempos da República andavam os jornais polvilhados de anúncios insólitos. Num prometia-se «cura absolutamente garantida de doenças do estômago, rins, fígado, dispepsia, bexiga, espinha dorsal e doenças de senhoras» através do Cinto Electro-Medical do Dr. Richardson - porque «assim como o relâmpago purifica o ar, a electricidade purifica o sangue». Noutro Margaret Mercier garantia a descoberta de «método simples e fácil que toda a mulher pode empregar em casa» - que lhe aumentava «15 centímetros do busto em apenas 30 dias», livrando-a da «situação horrível e humilhante de possuir um peito seco e chato». E através de 40 francos (mas em francos mesmo, escudos não...) dentro de carta enviada para o seu instituto em Paris, o Prof. Desbonnet dava truque para que «qualquer senhora cresça sete centímetros em três meses, sem droga e sem nenhum exercício perigoso de enforcamento». Raras continuavam, no entanto, a ser mulheres no desporto – as que havia eram sobretudo tenistas, que dos courts faziam espaços de mostra e elegância, e a explodir andava, então, um nome: Maria da Luz d´Orey, vencedora dos Campeonatos Internacionais de Cascais entre 1911 e 1915.
Mulheres a votar só com... Salazar
Com Beatriz Ângelo já só figura de história (e mesmo assim atirada para nota de rodapé...), a 3 de Julho de 1913, o Parlamento aprovou nova Lei Eleitoral – blindando o voto que se queria manter só para homens. A «cidadãos portugueses» acrescentou-se - «do sexo masculino». Desconcertante fora réplica de Afonso Costa a quem lhe sugerira que em vez de o apertar deveria alargar o número de recenseados: «Se quiserem fazer eleições com analfabetos, façam-nas os senhores porque eu quero fazê-las apenas com votos conscientes». E as mulheres tiveram de esperar por Salazar, por 1931 – para que lhes fosse concedido o direito de ir às urnas. Mesmo assim com restrições: apenas as que tivessem cursos secundários ou superiores, enquanto aos homens continuava a bastar saber ler e escrever...

Abola.pt 14:20 - 29-04-2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

PARA QUE SERVE UM PRESIDENTE DA REPUBLICA EM PORTUGAL? ...perguntasamarcelo@tvi.pt

Cavaco nas praias de Moçambique...
Praias de Moçambique
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«"Não estou satisfeito com o nível do investimento português em Moçambique. Neste momento ele é baixo e podia ser muito mais elevado", afirmou Cavaco Silva, numa entrevista a um jornal Moçambicano.
"As praias moçambicanas, algumas das quais conheço bem, não são nada inferiores às praias brasileiras", afirmou. "A indústria do turismo é hoje prioritária para todos os países do mundo. Em primeiro lugar cria empregos. E centenas de empregos mesmo qualificados. Depois traz divisas".»
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JN

De que país é o Sr. Silva Presidente? Se é de Portugal não deveria defender o investimento e a criação de emprego no seu país e não num estrangeiro? Acredito que Moçambique tenha belas praias, (infelizmente não tenho dinheiro nem um estado que me pague as viagens para o confirmar), mas será que isso dá autoridade ao Sr. Silva para ir dar lições e conselhos a um país independente? Preocupe-se com a miséria e com o desgoverno do seu país, com a pobreza que temos e para onde caminhamos. Não se preocupe Sr. Silva que por este andar, mesmo sem os seus conselhos, também Moçambique nos vai ultrapassar. Faça lá o seu turismo que nós pagamos, se se lembrar tente entender porque razão Moçambique preferiu integrar a Commonwealth, mas não há necessidade de andar a dar lições a quem não lhas pediu.
Já ninguém espera mais nada de si.
O Presidente serve para instabilidade de 4 em 4 anos...seja o soares, sampaío, ou outro qualquer mandatário de um partido político DONO da "democracia" da Nação.
CAVACO ou outro "laranja" será sempre eleito desde que a "maçonaria" mande partir o PS ao meio com "alegre" ou outro poeta.

Já que andam sempre a comparar Portugal com outros países, vejam a Espanha em trinta e tal anos um CHEFE DE ESTADO o REI, três primeiros ministros... chama-se a isto: ESTABILIDADE!

EM PORTUGAL para quando O REI?
(Dom Duarte de Bragança está preparadíssímo para assumir a do seu dever para com o POVO PORTUGUÊS)
O Rei não é refém dos partidos garante a LIBERDADE e seria um factor de esperança, estabilidade, HONESTIDADE na governação do País.

Para quando na revisão CONSTITUCIONAL a: "forma republicana de governo" passa para: "FORMA DEMOCRÁTICA DE GOVERNO"


Senhor Professor Marcelo com todo o respeito, não sei se V. Excia tem "coragem" para abordar estas questões com liberdade, isenção e democracia.
(como sabe temos censura/manipulação da informação)
V. Excia não conseguiu ser
líder do PSD e lutar para ocupar o lugar de 1º ministro, como fez Dr Sá Carneiro. (tive esrança e apoiei V Excia)
Actualmente V Excia passou a ser visto como um "fazerdor" de opinião a bem do REGIME.
Vou continuar a ver e escutar os Vossos sábios comentários

segunda-feira, 21 de junho de 2010

PORTUGAL SERÁ LIVRE! Quando acabar a "censura republicana"

Congresso Causa Real
_Desfile monárquico em Viseu

Uma pequena amostra do desfile feito do Teatro Viriato até ao Rossio,
para receber S.A.R. o Duque de Bragança, antes da recepção oficial a
Sua Alteza pelo Presidente da Câmara de Viseu, o Dr. Fernando Ruas,
no salão nobre da Câmara Municipal de Viseu.

ENQUANTO ISTO...

A «REPUBLICA» DISTRAI COM "VUVUZELAS"

http://causamonarquica.files.wordpress.com/2010/06/maradoa.jpg

PROMOVE TRAIDORES A "HEROIS"

Saramago defensor da «ibéria»

«quis que Portugal deixasse de existir como país, teve um certo ódio até à nossa raiz histórica»

De férias  nos Açores, Cavaco Silva não vai o funeral


quarta-feira, 9 de junho de 2010

ARCANJO DE PORTUGAL! Livrai nossa Pátria dos DEMÓNIOS

Anjo da Paz, Anjo de Portugal!
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate ao mal.
Sede o nosso auxílio contra a milícia e insídias do demónio.
Humildemente pedimos que vós, príncipe do exército celeste, pelo poder divino que detendes, precipiteis no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam no mundo para perdição das almas e da humanidade.

terça-feira, 8 de junho de 2010

QUEM É e onde está O MONSTRO?‏

AS DESCOBERTAS DO GRANDE "CAVACO"...
Se os portugueses trocassem as viagens ao estrangeiro por turismo cá dentro, ajudariam a reduzir o défice externo.

mas este senhor, já foi chefe de governo...

nisto não fala: Pensões de luxo já totalizam 5448

O número de pessoas que têm reformas acima de 4000 euros por mês ascende, em Junho deste ano, a 5448. Um aumento de 55 por cento face a 2004.

SÓ CÁ FALTAVA ESTE!

Carlos Costa ontem no Ministério das Finanças
Depois de chamar a atenção para o facto de Portugal ter beneficiado da sua entrada no euro, com a "melhoria das condições de financiamento das empresas e das famílias, tanto em termos de preço como de volume, e, como reflexo, uma maior capacidade de endividamento", lembrou o que, na sua opinião, falta fazer: consolidação orçamental, contenção salarial e aposta nas exportações.

Vejam só o conceito que esta gente tem, da desgraça que foi para as FAMÍLIAS, PEQUENAS e MÉDIAS EMPRESAS a introdução do EURO, uma moeda de tal maneira cara que não permite preços competitivos para EXPORTAÇÃO e faz as FAMÍLIAS comprarem uma alface por 1€=200$482(escudos) ou um café/bica 0,55€=110$2651(escudos)
Têm a mania de comparar Portugal com os outros países da "zona euro"
em teoria/estatística é possível, na prática não é possível, são realidades diferentes. SEUS BURROS!
Só se compara o que é comparavel.

INCOMPETENTES:

NÃO SABEM GOVERNAR MAS GOVERNAM-SE!
Ver   imagem em tamanho   real



NÃO É SONO... É SÓ TESTA DE FERRO da "quadrilha"...

DEPOIS DE TANTO VOTAR NOS PARTIDOS DA REPÚBLICA O POVO FICOU ASSIM COM AS MÃOS!

terça-feira, 18 de maio de 2010

«Bruxelas vai exigir mais cortes do défice a Portugal»


Esses FdP (FerozesDitadoresParlamentares) que autoridade têm para mandar na NOSSA PÁTRIA? Quem decidiu que PORTUGAL teria de pertencer à UNIÃO EUROPEIA foi o "BOCHECHAS e CAVACU" ao serviço dos americanos (por isso SÁ CARNEIRO foi assassinado). Os lacaíos dos PARTIDOS POLÍTICOS NACIONAIS a soldo da "internacional socialista" não perguntaram ao POVO PORTUGUÊS se queria fazer desaparecer PORTUGAL do mapa das NAÇÕES. "N(P)OBRE POVO NAÇÃO VALENTE E IMORTAL" que VOTA e aceita pacificamente os DESPOTAS que nos (DES)GOVERNAM.

ZéCarlos R
, Santarém | 18/05/10 10:56
ESTA REPÚBLICA IMORAL ESTÁ A SUSTENTAR UMA NOVA ELITE "PARASITA" COMPOSTA POR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E POLÍTICOS EUROPEUS PAGOS A PESO DE OURO.


Há cada coincidência!...
Eça de Queirós , em 1872.... escreveu no seu livro As Farpas:

"...Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito.
Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá ...vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal
".
_______TAL COMO HOJE,
OS PARTIDOS POLÍTICOS
E OS GOVERNOS DELES SAÍDOS LEVARAM PORTUGAL HÁ MISÉRIA...


SÓ QUE EM 1910 PORTUGAL TINHA UM CHEFE DE ESTADO QUE ZELAVA PELO POVO... O REI Dom CARLOS QUE NOMEOU UM GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL PARA POR AS CONTAS PUBLICAS EM ORDEM...
OS PARTIDOS MAÇÓNICOS
NÃO GOSTARAM E MANDARAM A CARBONÁRIA SEUS LACAÍOS ASSASSINAREM
O REI!